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Home Os Inimigos do Livro Cupins

Cupins

Os cupins:

São insetos sociais que se organizam em colônias numerosas, formadas até por milhares de indivíduos, são socialmente organizados: reis, rainhas, soldados e operários. Conforme a espécie e são muito resistentes se alimentam da celulose da madeiras e dos papeis.




Ciclo de vida dos cupins:

 

 


Vivem em túneis fechados dentro da terra, madeira ou ninhos.

 

 

Nas noites quentes entre os meses de setembro a dezembro.
Os cupins alados partem em revoadas, para acasalar, eles voam em torno das lâmpadas acesas, caem no solo, se livram das asas, e aos pares, procuram locais apropriados para acasalamento e a implantação de novas colônias, adentrando nas casas e edifícios.
Procurando então novas colônias, penetrando nas madeiras dos moveis, forros, batentes das portas, janelas, assoalho, no dorso (lombo) dos livros, entre um livro e outro quando não é tirado do seu lugar algum tempo e atrás das estantes de madeiras. Em bibliotecas, além da madeira, atacam os livros formando galerias não visíveis.
Nas bibliotecas com estantes de madeira não tratada deve ser observada a existência de pó da madeira constantemente.


Isoptera – cupins, formigas brancas, aleluias ou siriris.
Iso= (igual) + ptera=(asas)



Mais de 2.200 espécies descritas 500 habitam no Brasil.

Classificam-se em dois grupos:

Cupins de madeira:


Ordem: ISOPTERA
Família: Kalotermitidae
Gênero: Cryptotermes
Espécie: Cryptotermes
brevis (Walker 1853

Cupins de solo:

 

 

Ordem: ISOPTERA
Família: Rhinotermitidae
Espécie: Coptotermes havilandi

 




 


Os dois tipos atacam igualmente as coleções documentais.


Os cupins de madeira:

Vivem dentro da madeira de móveis, portas, forros, etc.
Passam para livros e documentos que se encontra em armários, estantes e gavetas infestadas.
Têm aversão à luz, uma vez que não possuem pêlo.
Procuram exatamente os conjuntos compactos de papéis.
Apesar de se alimentarem da celulose do papel, preferem as madeiras e por isso mesmo, algumas vezes as coleções de documentos são usadas apenas como caminho para que possam alcançar seu alimento.
Seus estragos desenvolvem-se internamente, sobretudo através de furos.
São de fácil localização, constroem túneis para passagem de um lugar para o outro.

 

A DESINFECTAÇÃO:

Dos livros é feito por meio de limpeza (higenização).
A limpeza tem que ser feita em toda a biblioteca e também nas salas e nas estantes, verificar onde está o foco dos CUPINS.

Se for na casa ou prédio deve mandar fazer uma DETETIZAÇÃO total na casa ou prédio; mas se for fora da casa ou prédio: em arvore, na grama ou cupinzeiros tem que acabar com o foco.

Nos livros os cupins operários, vão buscar alimentos e quando sua colônia é entre as capas dos livros fazem túneis (furos) largos e cumpridos e alimentam da celulose da cola, das folhas e papelão das capas do livro.
Neste caso não precisa colocar na estufa ou caixa com veneno (desinfectação ou fumigação) fazer somente a limpeza (higenização).

 

 


Os cupins de solo:


Formam colônias subterrâneas, porem é comum fazerem seus ninhos em lajes, caixões perdidos, juntas de dilatação, dentro de redes hidráulicas e condutores elétricos e chegam às edificações através de canais (galerias), que constroem pelas bases de madeira e mesmo de concreto, aproveitando suas falhas estruturais para protegê-los da luz, uma vez que não possuem proteção epitelial, sem nenhum contato com o solo.
A ligação entre a colônia e a fonte de alimento (celulose) pode ser feita por meio de túneis em vários componentes como pisos, paredes, cordões de gesso, mesmo que o ninho esteja localizado a dezenas de metros da área construída.
As duas espécies podem causar sérios prejuízos ao patrimônio e provocar acidentes como curto-circuito, incêndios, desabamentos, etc.

As utilidades boas dos cupins:

São que desempenham papel fundamental na decomposição e reciclagem de nutrientes nos ecossistemas naturais, alem de exercerem influências diretas nos processos de aeração, porosidade e umidade do solo.


O controle:

É feito através do extermínio dos ninhos, eliminando as colônias destes insetos. Inseticidas locais de ação residual repelente são temporários, passado o efeito, o inseto volta a atacar abrindo novas galerias.
Outra forma de prevenir é usar o óleo de bergamota na superfície dos móveis principalmente onde foi localizada alguma presença de cupim.
Ou ainda colocar serragem de cedro em potinhos e colocar nos cantos dos móveis, colocar um balde com água embaixo da lâmpada (eles caem, atraídos pelo reflexo da luz na água).

 

 

 

Tratamento químico:

Fumigação com gás tóxico (brometo de metila, fosfina, etc.), pincelamento de madeira com inseticidas (organofosforados e piretroides), injeção de inseticidas, pulverização de inseticidas, imersão de madeiras em solução inseticida em pó.


Tratamento não químico:
Fumigação por calor, exposição a frio extremo (nitrogênio liquido) aplicação de eletrocução microondas sobre a madeira e injeção de nematóides e ou fungos na madeiras, ou Limpeza manual (higenização).

O trabalho de tratamento do solo ao redor da casa ou edifício e no seu interior deve ser realizado por firma especializada no ramo.

Como prevenir:

- Utilizar madeira mais resistente aos cupins como: peroba do campo, peroba rosa, jacarandá, pau ferro, braúna, gonçalo alves, sucupira, copaíba, orelha de moça, roxinho e maçaranduba.

- Colocar telas com malha de 1,6 mm em portas, janelas, basculantes e outras aberturas para evitar a entrada de cupins durante as revoadas nupciais.

- Evitar estocagem inadequada de madeiras e seus derivados, principalmente em locais úmidos.

- Vistoriar periodicamente, rodapés, forros, armários, estantes, esquadrias e outras estruturas de madeira, a fim de detectar qualquer início de infestação, facilitando o controle.

- Retirar o madeiramento usado durante as obras imediatamente após o término das mesmas, a fim de evitar possíveis infestações no imóvel.

- Retirar e destruir madeiras infectadas, preferencialmente, queimando-as em lugares adequados.

- Em bibliotecas e arquivos, usar, sempre que possíveis estantes metálicas.



INSETICIDAS

ORGANOFOSFORADOS
MELATION – DIAZINON - DICLORVOS
PIRETRINAS - PIRETROIDOS
DELTAMETRINA - PERMETRINA - FENVALERATOS
CIPERMETRINA – ALETRINA - RESMETRINA
BROMETO DE METILA
FOSTINA - OLEO MINERAL

PENTACLOROPENOL - MUITO PERIGOSO

VIAS DE ENTRADAS DOS PESTICIDAS NO CORPO:

CUTÂNEA - RESPIRATORIA - ORAL