Iluminação
Toda fonte de luz, seja ela natural ou artificial, emite radiação nociva, do tipo infravermelho e ultravioleta, ambos causadores de danos ao papel.
A luz é um tipo de radiação eletromagnética capaz de fragilizar o papel, induzindo um processo de envelhecimento acelerado.
A ação da radiação ultravioleta sobre o papel é irreversível e prolonga-se mesmo terminado o período de irradiação, contribuindo para a oxidação da celulose.
Além da radiação visível, os raios ultravioletas e os infravermelhos são dois tipos de radiação eletromagnética nocivas à conservação de acervos documentais, particularmente aqueles constituídos de papel.
O controle das radiações eletromagnéticas deve ser feito através de cortinas, persianas, filtros especiais para absorção dos raios ultravioleta e filmes refletores de calor.
No momento, não existe nenhum tipo de lâmpada ideal capaz de iluminar sem danificar o material documental.
A luz tem dois efeitos sobre o papel, ambos contribuindo para a sua degradação:
O primeiro efeito caracteriza-se por apresentar uma ação clareadora, que causa o desbotamento ou o escurecimento de alguns papéis e algumas tintas.
O segundo efeito apresenta-se como uma acelerada degradação da lignina (componente natural responsável pela firmeza e solidez do conjunto de fibras, agindo como uma espécie de cimento) que porventura esteja presente no papel, tornando-a progressivamente escura.
As fibras do papel se rompem em unidades cada vez menores, até se tornarem insuficientes para manterem a folha unida.
As reações invisíveis produzem uma quebra na estrutura molecular do papel, resultando no seu enfraquecimento, ou seja, acelera o processo de envelhecimento deste tipo de material.







